June 8, 2018

Palestras 2018

Humanidade para Além da Terra – After Earth

Joana Neto-Lima

Duração aproximada: uma hora

Life always finds a way… depois da catástrofe, a vida na Terra encontra sempre uma forma de evoluir e adaptar-se, mas como será esta nova etapa da Humanidade?! À décadas que tanto no pequeno como no grande ecrã , se tenta encontrar esta resposta.

Nesta palestra, iremos juntos explorar as opções que a Humanidade tem, tanto no campo especulativo como no campo da realidade, confrontando Ciência e Ficção

Joana Neto-Lima é licenciada em Ciências do Meio Aquática, encontrando-se a trabalhar no Departamento de Planetologia e Habitabilidade do Centro de Astrobiologia – CSIC/INTA, o primeiro centro de investigação fora do território americano a fazer parte do NASA Astrobiology Institute. Presentemente está a desenvolver trabalho de investigação em Mundos Oceânicos (p.e. Europa, Encélado e Ceres) e Marte.

 

 

 

 

 

 

Artistas no Fim do Mundo

Leonor Mendes Ferrão

Duração aproximada: uma hora

Desde antes da invenção da escrita que o Homem retrata o que vê através da Arte. Ao longos dos anos, novas maneiras de fazer tintas e criar suportes foram descobertas para satisfazer esta necessidade.

Não é difícil imaginar que, num futuro, neste caso distópico (após um colapso ambiental ou após uma grande guerra, por exemplo), esta necessidade ainda seja sentida pelas pessoas.

Como poderemos criar os materiais necessários para as nossas criações? Será possível fazer uma tinta a partir de materiais como vidro e metal? Como usar os recursos da Natureza para criar um quadro?

Vem descobrir tudo nesta palestra!

Leonor Mendes Ferrão é Mestre pela FCT-UNL em Conservação e Restauro, especializada em Ciências da Conservação de
Reconstruções Históricas.
A sua tese final de mestrado, “Historical Reconstructions of Raw Materials Based on a Blue Smalt Coating Applied to a Seventeenth-Century Altarpiece” foi apresentada em 3 congressos internacionais e serve actualmente de base para vários artigos da área sobre reconstruções históricas de pigmentos de esmalte.

 

 

Horizontes de Uma Memória Humana Futura

Reflexões Éticas acerca da Inteligência Artificial

Joaquim António Pinto

Duração aproximada: uma hora

Ao resgatar das profundezas do tempo do sentido humano a sua clássica questão “O que é o humano?”, e as suas inúmeras respostas, muitas delas noções ou categorizações indissociáveis de referenciais comparativos (Animal, Deus(es), Máquinas), necessariamente inumanos, extra-humanos ou não humanos, o recente desenvolvimento tecnológico não só coligiu à meditação essas mesmas noções ou categorizações fundamentais, como lhe aportou um outro referencial: a Inteligência Artificial (IA).

Destarte, a IA, acaso “adquira” realmente prerrogativas humanas que lhe possibilitem funcionar com sentido a partir de dentro, poder-se-á assumir como estrutura intrinsecamente dinâmica, ou seja, um “dentro” ou consciência de si, reivindicar uma identidade própria, necessariamente diferente e autónoma, sustentar o seu acontecer num sentido fundamental por si alcançado e orientar o seu acontecer com vista a fins diferentes do seu humano criador, justifica-se espaço à reflexão ética sobre o tema.

 Joaquim António Pinto é Professor, Investigador, Formador, Escritor e Conferencista. É Coordenador de Projetos de Investigação no Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa e membro do seu Conselho Científico. É Doutorado em Filosofia com especialização nas áreas de Ética, Cultura, Educação, Género, Cinema e Religião. Joaquim António Pinto tem Certificação Internacional e Integral em Filosofia Aplicada pela Universidade de Sevilha – Associação Internacional de Filosofia Aplicada (Poiësis), nas vertentes: profissional (Consultor e Mediador) e formativa (Formador de Formadores). Atualmente é coordenador do Gabinete de Terapia Dialógica e do Projeto FiloArrábida, para os quais desenvolveu metodologias, atualmente aplicadas em oficinas e workshops de encontros académico científicos, que designou como Therapy@sofia e Working@Sofia, respetivamente. Embora desenvolva atividade mais substancial em geografias disciplinares como a Filosofia da Cultura e Interculturalidade, Filosofia Política e Filosofia em Portugal, Filosofia da Espiritualidade e Psicologia, áreas onde tem investigado, publicado e lecionado, Joaquim António Pinto elegeu também a Literatura e a Ficção Científica como áreas de seu interesse académico e investigativo. Entre livros, artigos, ensaios e coautorias, conta com mais de uma centena de publicações.

 

 

Homenagem a Ursula Le Guin

Coordenação: Luís Filipe Silva

Duração aproximada: uma hora

Ao jeito de uma tertúlia, esta sessão aberta à comunidade pretende dar a oportunidade aos participantes de partilharem e discutirem o seu trecho preferido das obras de Ursula K. Le Guin, escritora de referência na ficção científica e especulativa, desaparecida no início deste ano.  Estará sujeita a pré-inscrição, sobre a qual brevemente teremos mais informações.

“Toda a ficção é metáfora. A Ficção Científica é metáfora. O que a parece separar de outras formas de ficção mais antigas, é a utilização de novas metáforas, extraídas de certas grandes dominantes da nossa vida contemporânea – a Ciência, todas as ciências, e a tecnologia e a perspectiva histórica e relativista, entre elas. As viagens espaciais são uma destas metáforas, tal como uma sociedade alternativa ou uma biologia alternativa. O futuro é 0utra delas. O futuro, na ficção, é uma metáfora.”(Ursula K. Le Guin, Introduction to Science Fiction by Ursula K. Le Guin – The Literary Link)

Luís Filipe Silva (blog.tecnofantasia.com) é autor de «O Futuro à Janela» (Prémio Caminho de Ficção Científica), «Cidade da Carne», «Vinganças» e (com João Barreiros) «Terrarium – Um Romance em Mosaicos», além de vários contos, críticas e artigos em publicações portuguesas, brasileiras e internacionais. Como
antologista, organizou «Vaporpunk – Relatos Steampunk Publicados sob as Ordens de Suas Majestades» (com Gerson Lodi-Ribeiro) e Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa» (com Luís Corte Real). Escreveu o verbete sobre a História da FC portuguesa para a «Encyclopedia of Science Fiction» e realizou apresentações sobre este tema na Eurocon 2016 e Worldcon 2017.

 

 

Nanotecnologia: Progresso ou sentença?

Carolina Fidalgo Marques

Duração aproximada: Uma hora

A Nanotecnologia é o mundo em que a salvação e a extinção da humanidade se sobrepõem, já que um nano dispositivo usado para fintar a morte pode ser reprogramado para causar a mesma. Esta tecnologia foi criada a pensar na prosperidade da espécie humana, mas nas mãos erradas poderá ser utilizada na sua destruição. Programas como Black Mirror e Westworld têm vindo a explorar esses cenários, gerando em nós um misto de medo e fascínio. Mas quanto tempo faltará para que a realidade e a ficção se encontrem? Ou será que já se encontraram? Teremos os dias contados?

Carolina Fidalgo Marques é Mestre em Engenharia de Microelectrónica e Nanotecnologia e Investigadora no Instituto de Telecomunicações no Instituto Superior Técnico.

 

Como Sobreviver ao Fim do Mundo – O Apocalipse na Literatura

Nuno Ferreira

Duração aproximada: uma hora

Abalos tectónicos, maremotos, mortos-vivos, criaturas das trevas. O que nos espera o fim do mundo? A literatura dá-nos muitas respostas sobre o tema e mostra-nos o quanto a imaginação do Homem pode ultrapassar a realidade, ainda que por vezes sejamos obrigados a assumir que o contrário também acontece. Como Sobreviver ao Fim do Mundo: O Apocalipse na Literatura, apresenta vários obras de Ficção Especulativa pós-apocalíptica e o quanto elas nos podem ensinar sobre o futuro, mas também sobre o passado e o presente do mundo em que vivemos.

Nuno Ferreira é Licenciado em Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional. Editor do blogue Notícias de Zallar desde 2012 é também o autor de Espada que Sangra (Histórias Vermelhas de Zallar #1), Editorial Divergência, 2018; A Maldição de Odette Laurie (antologia Os Monstros que nos Habitam), Editorial Divergência, 2017; e Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer, disponível online em Notícias de Zallar, 2017;